Edição 183

O avanço do mercado imobiliário, especialmente em São Paulo, tem sido emperrado pelas condições problemáticas dos terrenos ainda disponíveis. Com histórico de instalação de grandes indústrias e, mais recentemente, postos de gasolina que se alastraram pelas grandes cidades, solo e água dessas áreas foram contaminados e hoje dificultam o desenvolvimento de novos empreendimentos. A situação não é irremediável, mas pode sair bem cara, ao ponto de inviabilizar as obras. Para evitar embarcar em projetos furados, a matéria de capa deste mês da Construção Mercado mapeou os principais entraves encontrados, a legislação vigente e os riscos jurídicos e, claro, as oportunidades.
Enquanto tenta resolver velhos problemas de um lado, do outro, o mercado de construção civil busca formas mais baratas e rápidas de erguer empreendimentos. Nesse sentido, a tecnologia do wood frame tenta avançar no País com a criação de uma comissão de estudos para a criação de normas. Com reuniões mensais desde junho, o grupo de especialistas busca, com a normatização na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a quebra das barreiras culturais que o sistema ainda enfrenta no Brasil. O engenheiro civil e coordenador da comissão na ABNT, Euclésio Manoel Finatti, conta os detalhes da tecnologia já aprovada pelo Ministério das Cidades e que deve abocanhar de 5% a 8% do segmento nos próximos anos. Passado e futuro do setor se encontram mais uma vez no especial deste mês, com três reportagens sobre retrofit com as possibilidades, dificuldades e melhorias que podem ser obtidas com as técnicas de modernização de edifícios.
Essa edição traz ainda uma entrevista com a secretária Nacional de Habitação, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, que assumiu o cargo em maio e conta estar empenhada na retomada das obras paradas do Minha Casa Minha Vida e na ampliação dos recursos para novas contratações.
O programa habitacional também ajudou a custear parte do Completo Ponte Baixa, em São Paulo, que é destaque no caderno da Infraestrutura Urbana. A obra de 110.000 m², em fase final, custará R$ 765 milhões e precisou desapropriar e realocar famílias para renovar o sistema viário na zona Sul da capital paulista. Boa leitura!

01 de Outubro de 2016