Edição 235

Um trabalho imenso, que mobilizou o meio técnico por mais de 35 anos, deu corpo à Norma de Desempenho. A NBR 15.575:2013 teve suas origens em 1980, com a tentativa de o extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), apoiado pelo IPT, definir critérios técnicos para a aprovação e financiamento de habitações de interesse social. A proposta relacionava 14 parâmetros técnicos, baseados em programa europeu pós-guerra, mas fracassou por diversos motivos.O desafio de disciplinar a qualidade das moradias foi retomado em 1998, quando o IPT submeteu ao debate público seus “Critérios Mínimos de Desempenho para Habitações Térreas de Interesse Social”, trabalho feito para o PBQP-H com apoio da Finep. O debate contagiou o setor. Começava ali a desenhar-se a norma, que após diversos ajustes está dividida hoje em seis partes: desempenho estrutural, segurança ao fogo, estanqueidade à água, conforto térmico, conforto acústico e durabilidade. É sobre a aplicação desses critérios que trata a reportagem de capa desta edição.

Duas constatações aguardam o leitor: a primeira é de que a maioria das empresas de construção continua atuando às cegas em relação às normas técnicas, desconhecendo tanto seu conteúdo como sua exigibilidade; outra, é que existem iniciativas avançadas justamente no sentido oposto, o da apropriação da norma à cultura empresarial.

Se você leu este texto até aqui, talvez já faça parte deste segundo time ou esteja prestes a entrar nele. Então, vá em frente.

01 de Outubro de 2016